30 anos de ECS Rio Branco
Sabine Vergamini e Marco Rossi
Sabine Vergamini, coordenadora da Escola para Crianças Surdas Rio Branco (ECS Rio Branco), foi homenageada na última reunião de gestores, realizada em 4 de junho. Em nome da Fundação de Rotarianos de São Paulo (FRSP), o superintendente Marco Rossi entregou um ramalhete. Foi uma referência aos 30 anos da ECS Rio Branco, completados em 2 de junho.
Durante essas três décadas, a ECS Rio Branco sempre promoveu atividades para estimular os alunos, incluí-los socialmente e fazer com que desenvolvam seus talentos. Desde 2001, atua, também, com crianças de 0 a 3 anos, no "Programa de Estimulação do Desenvolvimento". A iniciativa possibilita que os pequeninos, por meio do contato freqüente com usuários fluentes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), tenham um desenvolvimento de língua e linguagem adequado.
A família sempre recebeu atenção especial na ECS Rio Branco e participa de aulas da Libras, curso de Informática e orientações periódicas. Em 2000, iniciou-se o programa de continuidade escolar, pelo qual as crianças são inseridas em escolas parceiras e acompanhadas por tradutores e intérpretes de Libras e Língua Portuguesa contratados pela FRSP. Desde 2005, também há a possibilidade de inserção no Colégio Rio Branco, desde que o aluno tenha a idade adequada.
Segundo Sabine, a comunidade surda tem grande respeito pelo trabalho da ECS Rio Branco porque sabe que a instituição acredita na capacidade dos surdos. "Praticamente, metade dos nossos educadores são surdos e a outra metade são ouvintes fluentes em Libras. Os educadores surdos são a grande referência tanto para os alunos, como para as famílias para mostrar que o surdo é capaz de se desenvolver, de trabalhar e ter uma vida como qualquer outra pessoa", completa.